A prioridade urgente dos trabalhadores é a retomada do crescimento e a geração de empregos. CUT, Força, UGT, CTB, Nova Central e CSB se mantêm unidas contra a reforma da Previdência, que o governo quer implementar.

 

“Sinto que, mesmo com a pressão da reunião de ontem, vão insistir na questão da reforma. O governo está empenhado em apresentar um projeto a todo custo, para agradar ao chamado mercado”, critica João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical.

 

 

 

Juruna se refere à reunião do Fórum tripartite na quarta (17), em Brasília, com ministros, Centrais e entidades do setor produtivo. “Os ministros tentaram, mas não conseguiram envolver os sindicalistas com sua pauta. Reafirmamos nosso compromisso com os pontos do ‘Compromisso pelo Desenvolvimento’, que propõe a retomada de cadeias produtivas essenciais”, diz Juruna, para quem, o sindicalismo “pensa no aqui e agora”.

 

 

 

GT – A reunião não definiu uma agenda de encontros e temas. O governo, porém, apresentou sete pontos de eventual reforma previdenciária e vai ouvir sugestões. Pascoal Carneiro, que representou a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), lembra que o encontro avançou na formação de Comissões Técnicas para debater propostas colocadas no Fórum.

 

 

 

O sindicalista ressalva que trabalhadores e empresários não desviarão o foco do “Compromisso pelo Desenvolvimento”, lançado dia 3 de dezembro. “Havia muitos empresários no Fórum e poucos falaram. Não ouvi menção à questão da Previdência”, conta. Para o dirigente da CTB, se o País quiser retomar o rumo do desenvolvimento “precisa baixar os juros”. Pascoal também critica a formação de superávit primário, a fim de gerar reservas para o serviço da dívida pública.

 

 

 

A falta de uma agenda não desmobiliza as Centrais, que têm seu próprio Fórum, “e a qualquer momento podem se reunir, como, aliás, tem sido feito”, lembra o dirigente da CTB.

 

 

 

Fonte: Agência Sindical