CUT, Força Sindical, UGT, CTB e Nova Central se reuniram nesta quinta (26) na UGT, em São Paulo, quando definiram mobilizações até 10 de novembro – Dia Nacional de Mobilização em Defesa dos Direitos.
As entidades distribuirão informativo à população sobre as ações em todo o Brasil, além de cartilha unitária para denunciar as maldades da reforma trabalhista. O material será distribuído em todo o País, especialmente em São Paulo no Metrô, terminais de ônibus e outros pontos de concentração popular, dias 30 e 31 de outubro e em 7 de novembro.

Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente da Nova Central – São Paulo, destaca a mobilização no transporte. “Dia 10 de novembro, nossa categoria protestará em garagens. Também vamos reforçar o ato na Praça da Sé e depois seguir até a avenida Paulista. O movimento sindical e os trabalhadores não aceitarão corte de direitos”, ressalta.
Chiquinho Pereira, presidente do Sindicato dos Padeiros de São Paulo e secretário de Organização e Políticas Sindicais da UGT, disse à Agência Sindical que a categoria está apreensiva. “Estamos mobilizando a base. Apesar das dificuldades, pois temos mais de seis mil estabelecimentos na Capital. Faremos mobilizações nas indústrias de panificação. As reformas não atacam a categoria A, B ou C. Elas atingem todos os trabalhadores”, afirma.
Luiz Carlos Motta, presidente da UGT São Paulo e da Fecomerciários, alerta para as dificuldades nas negociações coletivas. Ele diz: “O patronato quer antecipar a nova lei e impor retrocessos nas Convenções. As negociações estão mais complicadas. Por isso, é importante que os trabalhadores se unam e no dia 10 de novembro repudiem as reformas”.
Amplo
As Centrais buscam ampliar a resistência. Para tanto, pretendem convidar Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, Associação Brasileira de Imprensa, Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho, OAB-nacional e Ministério Público do Trabalho.
Eixos
João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, aponta à Agência os três eixos de resistência: combate à lei trabalhista, repúdio à Portaria que facilita o trabalho escravo e resistência à reforma previdenciária.
Fonte: Agência Sindical