Sr. Prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa Guti Sr. Presidente da Câmara Municipal, Fausto Miguel Martello

Desde dezembro, a cidade vive atemorizada pelo fechamento da empresa de economia mista Proguaru e as mais de 4,5 mil demissões.

Esse temor, devido a Projeto de Lei aprovado na Câmara, em 18 de dezembro, vem agora se agravar com o decreto de extinção da empresa (38.316) publicado no Diário Oficial do município, dia 27 de agosto.

Vale lembrar que, quando candidato à reeleição, Guti gravou vídeo garantindo a continuidade da empresa. Vale lembrar que em momento algum se debateu com a sociedade, o Sindicato da categoria (Stap) ou o Legislativo.

Embora o PL de fechamento da empresa tenha sido aprovado em dezembro de 2020, só em julho deste ano o governo municipal apresentou documento da Fipe, o qual alega ser a Proguaru inviável.

Ocorre que, em 7 de julho de 2020, a Proguaru publicou seu balanço no Diário Oficial do Estado, apresentando lucro de R$ 5.979 milhões. O balanço também anunciava compra de máquinas e equipamentos e intenção de expandir serviços.

Vale registrar o impressionante volume de serviços prestados pela empresa: “Em 2020, as equipes de varrição fize- ram a limpeza de 76.995.157,36 m², o que equivale a mais de 10 mil campos de futebol. Os serviços de capina e roça- gem foram realizados em 5.719.739,99 m², mais de 801 campos de futebol” informações do próprio site da Proguaru.

O PL de fechamento da empresa e o decreto de sua extinção chocam os seus trabalhadores, que já realizaram diver- sos protestos e duas paralisações. O fato também segue contestado na Justiça. O Projeto de Lei terá que ser subme- tido a referendo popular, em data a ser definida pelo Tribunal Regional Eleitoral.

O sr. Prefeito conhece a qualidade dos serviços da Proguaru (365 dias do ano, 24 horas por dia). Sabe também que não há garantias sobre a qualidade de serviços por terceirizadas, tampouco quanto ao respeito a direitos trabalhistas por empresas que se apresentarão para substituir a Proguaru.

Sendo assim, pedimos que reveja sua posição.

Aos srs. vereadores pedimos apoio para que esse massacre não se consuma.

A grave e prolongada crise que afeta nosso País requer diálogo e moderação. Requer, acima de tudo, compromisso social com os mais fracos e desprotegidos.

São Paulo, 31 de agosto de 2021.

Atenciosamente,

– Sérgio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)- Miguel Torres, Presidente da Força Sindical- Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)- Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)- José Reginaldo Inácio, Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)- Antonio Neto, Presidente da CSB, (Central dos Sindicatos Brasileiros)- Atnágoras Lopes, Secretário Executivo Nacional da CSP-Conlutas- Edson Carneiro Índio, Secretário-geral da Intersindical (Central da Classe Trabalhadora)- José Gozze, Presidente da Pública, Central do Servidor- Emanuel Melato, Intersindical instrumento de Luta

Fonte: Centrais Sindicais